quinta-feira, 14 de abril de 2011

Fevereiro - Abril 2011

Tomando coragem pra escrever algo. Começar. Tem tempo que não escrevo nada e nem a niguém. Os projetos me estão ocupado a cabeça, não tem espaço pra nada mais. Projetar, muita gente que me conhece entenderá a ironia: minha vida é cheia de projetos.

Nos últimos dois meses estive fazendo boxe. Eu gostava muito, de verdade, mas lá tinha uma galera fanática, e vários daqueles que às vezes passam na televisão acusados de terem batido em alguém pelo meio da rua gratuitamente. Isso me desmotivou um pouco, não por medo, mas pelo simples motivo que me sentia meio deslocado. Mas uma coisa me vai fazer falta: é ótimo dar um murro bem dado, imagina então bater tanto no saco até não aguentar mais! Que prazer! O arquiteto Bruno Nogueira deve entender do que tô falando.

Há umas semanas atrás estive na Espanha pela última vez como turista. Foram quatro dias de observação: essa será minha vida cotidiana. Almoços de domingo com a família de Valme, saídas com seus amigos, cunhados, sogros, sobrinhas. Hoje vamos ao mediterrâneo ou ao Atlântico? Você janta em casa? Tô com uma vontade de macarrão. Onde a gente vai no sábado? Você folga? Tô morto de cansado! Você é tão linda quando acorda, te juro. Gabriela é sempre tão simpática comigo. E o que mais? Muito mais minha gente! Presunto e vinho espanhol, passeios em cidades super quentes, paisagens cobertas de oliveiras e touros negros, montanhas, túneis, projetos de grandes arquitetos, mentalidades imperialisticas, simpatia pela rua, risadas e gritos e beijos, cafés da manhã saudáveis ou não sempre seguidos de abraços e beijos que dizem "te vejo mais tarde" ao invés de "te vejo em dois meses".

Meus meses em Roma estão contados. Minha cabeça, na verdade, já partiu, porém ainda tem muito o que se resolver por aqui. Traduções, últimos exames, burocracias trabalhistas, arrumar as malas e muito mais. Me preparar pra falar em espanhol o tempo inteiro, nova faculdade, nova cidade, nova vida. Vou voltar a ser um estudante modelo, ou quase. Vou morar em um apartamentinho com dois quartos com minha querida loirinha, e se encontramos um que tenha varanda provavelmente teremos um cachorro também.

Estou fazendo meu último projeto em Roma, e quero que seja o melhor, assim vou com boas lembranças, mesmo que sejam poucas, da minha vida universitária em Roma. Um dia desses me disseram uma coisa. Não queria mas tive que concordar: "Lucas, você devia ter ido embora daqui há muito tempo".

Bic/Bic/Bic – Bic Cristal

Nessuno disegna tanto per disegnare. Disegnare non è un hobby, disegnare, in Architettura, significa dover risolvere un problema.
Gli architetti disegnano per dovere, non per piacere; come nella Scuola di Belle Arti, dove c’era un orario, un modello, un professore, e noi alunni chiusi tra i cavalletti.
Disegnare, in Architettura, è correre contro il tempo, prendere ciò che sta a portata di mano: una scatola di fiammiferi, un biglietto del tram, un pacchetto di sigarette rovesciato, i sacchetti per il mal d’aria che si trovano in aereo, oppure il nostro quaderno, che non deve avere carta di pregio.
La carta, se è di buona qualità, spessa, ci intimidisce, facciamo cerimonie, ci inibisce i gesti, e non è per la grammatura della carta che passiamo ai posteri.
Anche la penna deve essere banale, leggera, anonima e disponibile in ogni angolo della città.
Una penna di marca, di buon design, ci distoglie dall’obbiettivo, ci distrae perché ne avvertiamo il peso, la qualità che le impedisce di ostruirsi se anche i gesti sono frenetici.
Anche disegnare con la matita può non essere la migliore soluzione. Quando constatiamo che stiamo ottenendo risultati poco brillanti, potremmo lasciarci andare ad amabili trame, accennare nuances di graffite e ritardare l’indifferibile: “La Costruzione della Forma”. (Quanto ad aggiungere colori, poi, nemmeno a parlarne).
Quasi sempre disegno e scrivo con una Bic Cristal, nera, uguale a se stessa da quarant’anni. Non spande, il tratto non varia, scrive anche se la si dimentica aperta, è sempre disponibile in qualunque negozio.
Quando finisce, torna vergine, trasparente, e sono 14,5 cm di plastica da buttar via. Con mezzo euro possiamo ricominciare a schizzare, fino alla prossima e così via di seguito…
“ 

(Eduardo Souto de Moura, Porto, 24 giugno 2002)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Turista nunca mais...




valme e sara

aprendendo a fazer sushi

terreno da meu ultimo projeto em roma



sevilla