quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A cobra e os cachorros

Hoje, ao redor das onze da manhã, ouvi gritos desesperados do meu pai, que ordenavam ao cão que parasse - PARA LANA! PARA! Desci as escadas correndo, pensando que o cão o estivesse atacando, mas assim que desci, perguntei a meu pai. "O que é que tá acontecendo?". Ele me respondeu:
 - Uma cobra, tem uma cobra ali!

Prendemos os cachorros, com medo que tentassem atacar a cobra e fossem mordidos. Lana, a branca, estava enlouquecida, mas a conseguimos agarrar e levar ao canil, Pudim estava mais tranquilo. Uma pá e uma enxada foi o que precisamos pra execução da cobra, comprida como minha perna, grossa como um pacote de Halls e verde como uma folha que acaba de brotar. Golpes, medo de saltos e reações inesperadas, um bicho verde que se retorcia e insistia em não morrer, Lana que escapa do canil pra nos dar um último susto, instruções paternas sobre a melhor localidade onde atirar o corpo do defunto réptil.

Meus cachorrinhos se revelaram assassinos eficazes e corajosos, mesmo que um pouco inconsequentes. Defenderam a causa!

Lana e Pudim

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