quarta-feira, 7 de agosto de 2013

onde é o nosso lar?



"A verdadeira viagem de descobrimento não consiste em procurar novas paisagens, e sim em ver com novos olhos."
Marcel Proust

jornalismo pós-industrial

A Mídia Ninja nasce devido a criação da possibilidade de se independizar do funcionamento industrial - chegando a ser até negociável - da imprensa e mídia. Explicam como criar essa independência através de criacao de outros tipos de redes que ate há pouco tempo atrás seriam inimagináveis. Recomendo esse video pros que tem interesse em saber mais sobre as informações alternativas às grandes redes (e medo das teorias da conspiração).

a arte mais rápida

Qual a arte que muda e se desenvolve mais rápido? Nem Fotografia, nem Dança, nem Pintura nem, muito menos, Arquitetura. Com certeza a Moda ganha! Não é a toa que Prada e OMA/AMO são melhores amigos: uma das marcas mais cobiçadas do mundo e um escritório que não para de refletir e repropor os espaços em que vivemos.

Loucura? Talvez. Mas se Prada decidiu investir nisso é porque sobre algo temos que pensar.


o quarto mais simples

queria muito morar num lugar assim...

domingo, 4 de agosto de 2013

Lelé - Proposta para MCMV - Pernambués, Salvador




"O programa tem de levar em conta as diversas tipologias brasileiras, típicas de cada lugar, inclusive topográficas. No caso de Salvador, a topografia dificulta muito a implantação de um prédio convencional, conforme está sendo feito", explica. Desenvolvida e apresentada em janeiro, a proposta está ainda à espera da superação de entraves burocráticos para ser implementada.



Os prédios propostos são de estrutura mista metálica com argamassa armada. Todas as peças, inclusive as metálicas, são montadas manualmente. "A peça mais pesada, uma laje que vence 2,70 m de vão, pesa 86 kg, o que permite que duas pessoas a montem manualmente", explica Lelé.

A proposta para Pernambués, além das unidades habitacionais, inclui creche, escola, área de lazer. "Habitação não é só o lugar onde você mora, é um conjunto de coisas que fazem você sobreviver, inclusive o trabalho. Em Salvador, onde a economia informal tem um peso forte, é impossível pensar uma proposta como essa sem levar em consideração todos os parâmetros", avalia.

Para a matéria completa:

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

TFG 02. O que eu quero e o que me apaixona - Emancipação e Autonomia

Uma professora uma vez me disse que temos que pesquisar, estudar, aprofundar algo que realmente gostamos, amamos, algo que nos é exigido desde dentro, algo muito interior.

O que me apaixona é a CONSTRUÇÃO, a LIBERDADE, a DEMOCRACIA. Vou tentar definir-la, de certa maneira, como EMANCIPAÇÃO ARQUITETÔNICA.

Me apaixonam as ideias de Thoreau, o pai da teoria anarquista (algo que deve ser profundamente revisto pois se tornou sinonimo de rebeldia gratuita).

O AMBIENTE, A URBE, A TÉCNICA
os câmbios climáticos, a urbanização e a desigualdade social.

MUTIRÃO
aproximação aos movimentos populares e associações do bairro

VENDER E COMPRAR, O MERCADO
quero fazer algo que se deseje, que se busque a posse

DIREITOS URBANOS
a cidade, o transporte, o planejamento

COPIAR É BOM
Moneo, Souto de Moura, Linus Torvalds

UNIVERSIDADE DE PÉS DESCALÇOS

TECNOCRACIA
DEMOCRATIZAÇÃO DA PRODUÇÃO
todos os problemas são locais, todas as soluções são locais

HARDT & NEGRI - IMPERIO

MOVIMENTO ARMORIAL - SUASSUNA

LEONARDO BOFF - TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO
o oposto à pobreza não é riqueza, é justiça

TFG 01. Um Desabafo

Dedico tudo isso ao amor que me foi dado
e ao amor que tenho que devolver.


Sempre quis fazer algo que fosse bom, que realmente pudesse contribuir para o bem das pessoas.

Quis Medicina durante toda minha infância mas logo foi algo que deixou de me parecer atrativo ou interessante, além de não conseguir me imaginar dizendo a alguém "seu filho morreu" e depois ir almoçar.

Logo quis Direito, mas não me pareceu algo muito adequado pois teria que defender inocentes e culpados. Um dia vi um filme do Pacino que me mostrou o contrário, mas ainda assim não me convenceu.

Pensei em Arquitetura: sempre tive a imaginação fértil, me atraía a idéia de desenhar - algo que nunca tinha feito a não ser quando era muito criança - e cresci em diferentes construções pois me mudei de casa várias vezes, e vivi por dez anos no meio de um loteamento onde sempre havia uma ou outra casa inacabada onde íamos brincar de polícia e ladrão e saltar do primeiro andar em cima dos montes de areia vermelha.

Com isso pretendo começar meu TFG, ou ao menos a escrever-lo.

Estou em dúvida...

O tema ARQUITETURA E O MEDO me foi desaconselhado por tratar de muitíssimos temas que são muito abrangentes... talvez em outro momento, num artigo... e lembro que antes de tudo tenho que me formar logo, de preferência antes de completar dez anos de arquitetura em agosto de 2014.

Também quis pensar em NOVAS TIPOLOGIAS PRA FORTALEZA. Repropôr algumas ferramentas do Plano Diretor e do Código de Obras. Teria que me adentrar no campo da LEGISLAÇÃO, algo que me interessa muito pois seriam conhecimentos bastante aplicáveis no meu futuro como projetista.

Associado ao tema Novas Tipologias eu poderia estudar sobre a REQUALIFICAÇÃO DE ÁREAS INFORMAIS. Um mercado com um grande potencial devido ao aumento de renda das classes mais baixas do país, o que criou um novo perfil de cliente ainda desatendido pela maioria dos arquitetos pois não nos é ensinado como abordar essa tipologia de trabalho que exige baixíssimos custos e intervenções mínimas, quase emergenciais. Seria uma boa maneira de aprender mais sobre isso e explorar-lo no futuro.



SOBRE MIM

Até os dois anos de idade acho que vivi em três cidades diferentes que não sei o nome, a não ser da primeira que foi Recife, onde nasci pois meus pais estudavam lá.

Morei  na Ribeira, em Salvador,
e em Piatã, até os oito anos de idade.
Morei na Cidade dos Funcionários,
morei em Cajazeiras,
e morei no Sumaré, até os dezenove, em Fortaleza.
Morei na Casilina,
na Nomentana,
em Monteverde,
em San Giovanni, tudo isso em Roma.
Morei em La Linea, perto de Gibraltar.
Morei em Bami, em Sevilha.
Morei em Torreguadiaro.
Agora moro na Parquelândia, em 2013.

Morei em outros lugares, mas que não fiquei por mais de dois meses.

Em total morei no mínimo em dezessete lugares diferentes em vinte e seis anos de vida.

Morei em casa,
em condomínio fechado, de casas,
em condomínio fechado, de edifícios de apartamentos,
em casa,
em quitinete,
em apartamento,
outro apartamento,
mais um,
outro,
ainda,
de novo,
e agora moro em uma quitinete, em um tipo de "vila" ou "cortiço".

Talvez devido a essas constantes mudanças, me acostumei a isso, e nunca me parei de perguntar como seria a casa ideal. Sempre existem problemas em qualquer lugar onde viva, daí me dei conta que antes de tudo, para se sentir bem em algum lugar você tem que se sentir parte desse lugar, aceitar as vantagens e desvantagens, amar-lo como é e basta.

Você não tem que querer mudar-lo mas melhorar-lo.

Essa pesquisa que estou começando parte de pontos que me interessam, muito próximos de mim e aos quais até nutro sentimentos, mas admito que vou chegar em um ponto ainda desconhecido - o qual eu gostaria de ter já imaginado, quase projetado. Espero manter a objetividade da pesquisa caso eu intúia que a resposta final não é a que eu esperava, e não abandonar-la ou adulterar-la pra que me pareça mais agradável ou correta, pois daí seria uma opinião pessoal, algo que vai contra a palavra "pesquisa". 

alastair parving e cameron sinclair


beirut - the rip tide




milton santos

universidade, projetos nacionais e globalização