Dedico tudo isso ao amor que me foi dado
e ao amor que tenho que devolver.
Sempre quis fazer algo que fosse bom, que realmente pudesse contribuir para o bem das pessoas.
Quis Medicina durante toda minha infância mas logo foi algo que deixou de me parecer atrativo ou interessante, além de não conseguir me imaginar dizendo a alguém "seu filho morreu" e depois ir almoçar.
Logo quis Direito, mas não me pareceu algo muito adequado pois teria que defender inocentes e culpados. Um dia vi um filme do Pacino que me mostrou o contrário, mas ainda assim não me convenceu.
Pensei em Arquitetura: sempre tive a imaginação fértil, me atraía a idéia de desenhar - algo que nunca tinha feito a não ser quando era muito criança - e cresci em diferentes construções pois me mudei de casa várias vezes, e vivi por dez anos no meio de um loteamento onde sempre havia uma ou outra casa inacabada onde íamos brincar de polícia e ladrão e saltar do primeiro andar em cima dos montes de areia vermelha.
Com isso pretendo começar meu TFG, ou ao menos a escrever-lo.
Estou em dúvida...
O tema ARQUITETURA E O MEDO me foi desaconselhado por tratar de muitíssimos temas que são muito abrangentes... talvez em outro momento, num artigo... e lembro que antes de tudo tenho que me formar logo, de preferência antes de completar dez anos de arquitetura em agosto de 2014.
Também quis pensar em NOVAS TIPOLOGIAS PRA FORTALEZA. Repropôr algumas ferramentas do Plano Diretor e do Código de Obras. Teria que me adentrar no campo da LEGISLAÇÃO, algo que me interessa muito pois seriam conhecimentos bastante aplicáveis no meu futuro como projetista.
Associado ao tema Novas Tipologias eu poderia estudar sobre a REQUALIFICAÇÃO DE ÁREAS INFORMAIS. Um mercado com um grande potencial devido ao aumento de renda das classes mais baixas do país, o que criou um novo perfil de cliente ainda desatendido pela maioria dos arquitetos pois não nos é ensinado como abordar essa tipologia de trabalho que exige baixíssimos custos e intervenções mínimas, quase emergenciais. Seria uma boa maneira de aprender mais sobre isso e explorar-lo no futuro.
SOBRE MIM
Até os dois anos de idade acho que vivi em três cidades diferentes que não sei o nome, a não ser da primeira que foi Recife, onde nasci pois meus pais estudavam lá.Morei na Ribeira, em Salvador,
e em Piatã, até os oito anos de idade.
Morei na Cidade dos Funcionários,
morei em Cajazeiras,
e morei no Sumaré, até os dezenove, em Fortaleza.
Morei na Casilina,
na Nomentana,
em Monteverde,
em San Giovanni, tudo isso em Roma.
Morei em La Linea, perto de Gibraltar.
Morei em Bami, em Sevilha.
Morei em Torreguadiaro.
Agora moro na Parquelândia, em 2013.
Morei em outros lugares, mas que não fiquei por mais de dois meses.
Em total morei no mínimo em dezessete lugares diferentes em vinte e seis anos de vida.
Morei em casa,
em condomínio fechado, de casas,
em condomínio fechado, de edifícios de apartamentos,
em casa,
em quitinete,
em apartamento,
outro apartamento,
mais um,
outro,
ainda,
de novo,
e agora moro em uma quitinete, em um tipo de "vila" ou "cortiço".
Talvez devido a essas constantes mudanças, me acostumei a isso, e nunca me parei de perguntar como seria a casa ideal. Sempre existem problemas em qualquer lugar onde viva, daí me dei conta que antes de tudo, para se sentir bem em algum lugar você tem que se sentir parte desse lugar, aceitar as vantagens e desvantagens, amar-lo como é e basta.
Você não tem que querer mudar-lo mas melhorar-lo.
Essa pesquisa que estou começando parte de pontos que me interessam, muito próximos de mim e aos quais até nutro sentimentos, mas admito que vou chegar em um ponto ainda desconhecido - o qual eu gostaria de ter já imaginado, quase projetado. Espero manter a objetividade da pesquisa caso eu intúia que a resposta final não é a que eu esperava, e não abandonar-la ou adulterar-la pra que me pareça mais agradável ou correta, pois daí seria uma opinião pessoal, algo que vai contra a palavra "pesquisa".
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